2025 - Narrando as lutas e a resiliência das famílias sertanejas do Território da Bacia do Jacuípe
Extensionista: Mariany Santos Macedo
Extensionista: Mariany Santos Macedo
O plano de trabalho teve como objetivo registrar as narrativas de famílias sertanejas sobre as exque convivem com a seca no semiárido baiano, especialmente nos municípios de Pintadas, Capela do Alto Alegre, Ipirá e Serra Preta, pertencentes ao Território de Identidade da Bacia do Jacuípe. Foram realizadas rodas de conversa e entrevistas com 12 agricultores e agricultoras, com idades entre 20 e 80 anos. As conversas revelaram memórias sobre os períodos mais severos de seca — especialmente os anos de 1976, 1983, 1986, 1993, 2003, 2012 e 2023 —, evidenciando perdas na produção agrícola e leiteira, escassez de água e estratégias coletivas de convivência com as estiagens, como o uso de palma e mandacaru para alimentar o gado e a abertura de cacimbas. A partir dessas narrativas, foram produzidos materiais escritos e audiovisuais que integram um acervo paradidático disponibilizado ao Núcleo Territorial de Educação 15 (NTE 15), sediado em Ipirá, para difusão nas escolas estaduais do território. Além disso, foram realizadas rodas de conversa com estudantes do Ensino Médio, com o objetivo de apresentar os materiais e promover discussões contextualizadas com a realidade local e fortalecer o vínculo dos jovens com a história e a cultura do semiárido.
Extensionista: Maria Clara dos Santos Nascimento
O plano de trabalho teve como objetivo registrar narrativas de mulheres da comunidade indígena Tumbalalá sobre as práticas de preservação ambiental desenvolvidas no território. Buscou-se valorizar os saberes e as experiências das mulheres na preservação da memória, da cultura e da relação com o Rio São Francisco. Reconhece-se a importância das mulheres na transmissão de conhecimentos entre as gerações e a forte atuação no fortalecimento da identidade cultural do povo Tumbalalá. Como resultado, foi produzido um material educativo que reúne narrativas e experiências da comunidade local, intitulado Velho Chico: memória, cultura e resistência Tumbalalá.
Extensionista: Maria Clara da Cruz Xavier
Este plano teve como objetivo registrar narrativas de memória através derodas de conversa sobre a história de formação do território Tumbalalá, localizado nos municípios de Abaré e Curacá - BA. Ademais, um dos objetivos centrais do projeto foi realizar rodas de conversas dentro e fora do âmbito acadêmico sobre a cultura e diversidade dos povos indígenas. Além de documentar o processo histórico dessas comunidades, buscou-se conhecer o desenvolvimento de seus rituais, especialmente durante os períodos de perseguição e assimilação. Destaca-se também a importância fundamental dos anciãos na preservação das culturas e tradições desses territórios. Os registros serão sistematizados em um material paradidático que será devolvido à comunidade.
Processo de Produção de Louças pela Comunidade Indígena Tumbalá
Extensionista: Lucas Brito dos Santos
O plano de trabalho “Comunicando memórias e histórias de comunidades do campo do semiárido baiano” teve como objetivo principal registrar narrativas de memória relacionadas às práticas laborais e culturais de comunidades do campo do território de identidade Bacia do Jacuípe, além de promover rodas de conversa com jovens sobre suas vivências e saberes locais. As narrativas registradas foram destinadas à construção desse acervo digital, voltado à educação contextualizada e intercultural.
Extensionista: Bianca Barreiros Santos Lima
Este plano de trabalho objetivou registrar narrativas de memória de mulheres da zona rural da comunidade da Laginha, localizada no município de Várzea do Poço, no semiárido baiano. Foram produzidos enunciados sobre o processo histórico, social e cultural da comunidade, os quais foram organizados em um material audiovisual. O registro dessas experiências pode contribuir para reconhecimento do o papel das mulheres na agroindústria, sobre a autonomia econômica, autoestima, gênero e organização comunitária no campo.
Extensionista: Lucas Brito dos Santos
O plano de trabalho teve como objetivo principal registrar através narrativas escritas e audiovisuais sobre as práticas laborais e culturais realizadas por duas comunidades do semiárido baiano. Foram realizadas rodas de conversas nas comunidades para registro de narrativas sobre as práticas realizadas pela comunidade indígena Tumbalalá, localizada em Abaré – Ba e agricultores do município de Pintadas – BA.
Para alcançar esse objetivo, nos concentramos em registrar a riqueza e a diversidade das atividades cotidianas dessas comunidades, valorizando tanto os aspectos históricos quanto os contemporâneos de suas práticas. Esse processo envolveu a interação direta com os membros das comunidades. Uma vez concluída a fase de registro, o material foi organizado em produções audiovisuais que foram disponibilizadas para as comunidades, associações e escolas.
Extensionista: Mariany Santos Macedo
Este plano objetivou registrar as narrativas de mulheres agricultoras e comunidades rurais do município de Pintadas/BA, especialmente sobre o papel feminino na construção de cooperativas e no desenvolvimento social local. O trabalho foi desenvolvido por meio de entrevistas, rodas de conversa e produções audiovisuais, além de ações com estudantes do município, com a finalidade de refletir sobre a importância da memória coletiva e valorizar a agricultura familiar como forma de resistência e organização comunitária.
Ações extensionistas em Pintadas/BA
Extensionista: Maria Clara da Cruz Xavier
O Plano de Trabalho "Vozes anciãs: narrativas indígenas e ancestralidade" foi desenvolvido no ano de 2024, com o objetivo de registrar as histórias de vida de anciãos da comunidade indígena Tumbalalá. A metodologia adotada baseou-se nas rodas de conversa e entrevistas, buscando a valorização do conhecimento dos anciãos como "bibliotecas vivas", rompendo com a visão colonizadora e elitista da história. A abordagem privilegiou o diálogo e a escuta ("falar com eles, não sobre eles") para registrar as narrativas de memória do povo Tumbalalá, fortalecendo a cultura e a tradição. O projeto obteve um importante registro de narrativas e exde anciãos Tumbalalá, resultando na produção de uma cartilha que valoriza a memória cultural e a ancestralidade do povo indígena, garantindo a transmissão desse conhecimento às futuras gerações.
Capa da cartilha desenvolvida.
Cartazes colados na escola da comunidade com textos da cartilha.
Cantinho da leitura feito pela extensionista na escola da comunidade.
Extensionista: Ianna Beatriz Silva Guimarães
O Plano de Trabalho foi desenvolvido na comunidade rural Lagoa do Garrote, localizada no município de Riachão do Jacuípe, teve como objetivo registrar as narrativas e experiências laborais dos moradores, especialmente relacionadas à produção artesanal de queijos e doces derivados do leite. A metodologia adotada baseou-se no diálogo com os moradores e com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, valorizando a escuta, a memória e as narrativas da comunidade.
O projeto possibilitou o reconhecimento da importância da liderança comunitária e do trabalho coletivo para o fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento rural. Como resultado, construiu-se um portfólio com registros biográficos, fotográficos e narrativos da comunidade, que foi devolvido aos moradores como forma de valorização cultural, educativa e comunitária.
Extensionista: Maria Clara da Cruz Xavier
O plano de trabalho teve como objetivo realizar rodas de conversa sobre a formação e a cultura do povo Tumbalalá para registro de narrativas de memória. Como resultado, foi produzido a cartilha intitulada - Narrativas do Povo Tumbalalá - memórias e saberes indígenas. O material foi entregue para escolas da comunidade.
Foto do croá, planta utilizada para fazer os trajes indígenas.
Foto da fibra do croá obtida após a conclusão dos processos de extração.
Desenho feito por estudantes indígenas durante as atividades na escola da comunidade
Capa da cartilha desenvolvida.